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Opinião Disfarçada de Julgamento – O Fio Invisível Entre Expressar e Ferir

Vivemos numa era em que a opinião pessoal parece ter se tornado uma espécie de direito sagrado, defendida com unhas e dentes, propagada em todas as direções, a qualquer hora, para qualquer pessoa. Em tempos de redes sociais e compartilhamentos instantâneos, emitimos palavras com a mesma rapidez com que respiramos. Mas há uma linha muito sutil que separa a opinião autêntica do julgamento travestido de cuidado ou sinceridade. E quando essa linha é ultrapassada, não oferecemos apenas palavras: entregamos punhais. Onde termina a opinião e começa o julgamento? Dar uma opinião é compartilhar um ponto de vista pessoal sobre um assunto. Julgar é atribuir valor, muitas vezes negativo, ao comportamento, escolha ou identidade do outro. A opinião pode ser honesta, construtiva e empática. O julgamento, por outro lado, costuma vir carregado de reprovação, superioridade moral ou falta de empatia. A diferença está menos nas palavras e mais na intenção. Quando digo "não gosto de tatuagens" e ...

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